🔔 Diante da evolução do coronavírus, nossos colaboradores estão trabalhando de casa. Caso queiram se comunicar conosco, estamos à disposição por e-mail ou WhatsApp.

Telemedicina é liberada durante combate ao coronavírus: o que médicos podem fazer?

Telemedicina é liberada durante combate ao coronavírus: o que médicos podem fazer?
23 de março de 2020 Nicole Lallée
Médica mulher realiza consulta por telemedicina com paciente homem

Diante da pandemia do coronavírus (Covid-19) no Brasil, autoridades da área de saúde decidiram liberar a telemedicina para ajudar no combate à doença e evitar a disseminação do vírus. O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou ofício na última quinta-feira (19/03) em que liberava o uso de telemedicina em carácter de excepcionalidade. Com essa decisão, o Ministério da Saúde publicou nesta segunda-feira (23/03) uma portaria que autoriza o uso temporário de telemedicina no Brasil.

A medida vale apenas “enquanto durar a batalha de combate ao contágio da Covid-19” e inclui algumas regras. Inicialmente, o documento encaminhado pelo CFM solicitando a liberação da telemedicina incluía teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta. Porém, a portaria regulamentar publicada no Diário Oficial da União pelo ministério inclui também a consulta.

De acordo com a portaria do Ministério da Saúde, a modalidade poderá ser usada para “atendimento pré-clínico, de suporte assistencial, de consulta, monitoramento e diagnóstico, por meio de tecnologia da informação e comunicação”, no Sistema Único de Saúde (SUS) e também na rede privada e suplementar.

A telemedicina é o exercício da medicina com a utilização de tecnologias de informações e comunicação, como videochamadas por meio de aplicativos. Segundo o ministério, o atendimento deve garantir a integridade, segurança e sigilo de informações. Desta forma, é muito importante que os médicos se atualizem e saibam como devem proceder nesse momento.

Impacto da telemedicina

Com essa medida, muitos pacientes não precisarão sair de casa para ter orientações nem os médicos para atender, o que pode minimizar os efeitos do coronavírus no Brasil. Na China, as novas tecnologias foram determinantes para conter a evolução. Outros países que também estão enfrentando essa pandemia, como França, Estados Unidos e Japão, também recorreram à telemedicina para travar o avanço do Covid-19.

A advogada Bianca Maria Pires, da Villemor Amaral Advogados e com atuação na área do Direito Médico-hospitalar, explica que provavelmente haverá atendimentos virtuais que se resumirão a breves orientações ao paciente para se dirigir ao hospital. “Mas também haverá, por outro lado, consultas médicas propriamente ditas, com a coleta da anamnese, observação clínica e dados propedêuticos; apontamento da hipótese diagnóstica e decisão clínica e terapêutica”, afirma a advogada.

Recomendações para utilizar os recursos de telemedicina

1. Divulgue que está realizando telemedicina: se decidir usar a telemedicina, informe seus pacientes e seguidores nas redes sociais que está orientando de forma on-line mediante a nova realidade que estamos vivendo com a pandemia do coronavírus.

2. Escolha uma plataforma digital: pode ser o Skype, o Hangout ou o Zoom, por exemplo. Se escolher um app, baixe no computador e no celular. A advogada Bianca Maria Pires explica que não há forma específica definida para a realização dos atendimentos, devendo ser a mais conveniente para médico e paciente ou para a instituição de saúde em nome da qual o médico esteja prestando atendimento.

3. Faça um tutorial: explique de forma didática aos seus pacientes como funciona a plataforma escolhida e o que eles precisam fazer para acessá-la.

4. Acesse a plataforma digital com antecedência: entre no canal escolhido ao menos 5 minutos antes da consulta começar e verifique o sistema, a câmera e o microfone para que tudo funcione no horário que foi combinado.

Na hora do atendimento:

1. Faça todo o registro desse atendimento: o médico deve registrar o atendimento em prontuário clínico, que deverá conter:

  • Dados clínicos necessários para a boa condução do caso;
  • Data, hora, tecnologia da informação e comunicação utilizada para o atendimento;
  • Número do Conselho Regional Profissional e sua unidade da federação.

2. Está permitida a realização de atestados e receitas médicas: precisam ser assinados eletronicamente e acompanhados de informações sobre o profissional. Também deverão seguir os requisitos estabelecidos pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Como se comunicar com pacientes e seguidores

Além do uso da telemedicina, os profissionais da saúde podem aproveitar suas redes sociais e outros canais digitais para manter a comunicação com seus pacientes.

1. Comunique seus pacientes sobre seu posicionamento
De que forma você se relaciona com seus pacientes? WhatsApp? Instagram? E-mail? Escreva uma mensagem ou post para seus pacientes e seguidores, e informe como vai atuar, se a clínica fechará, se usará telemedicina ou se fará consultas presenciais apenas em casos específicos.

Lembre-se que é possível fixar nas redes sociais as publicações mais importantes, como nos destaques de stories do Instagram. Mencione por essas ferramentas as medidas e os protocolos de atendimentos que estão sendo tomados internamente. Isso mostrará transparência e segurança ao paciente.

2. Reforce sua comunicação nas redes sociais
A população está passando por um momento de apreensão e isolamento social. Portanto, esse é um momento que você pode mostrar apoio e ajuda. Não precisa parar suas postagens. Apenas mude os assuntos e direcionamentos de acordo com a realidade atual. Dê dicas relacionadas com sua atuação pensando que as pessoas estão dentro de casa, como dicas de exercícios para fazer dentro do apartamento, como se alimentar bem durante a quarentena e conselhos para cuidar da saúde mental.

Além disso, pacientes continuam tendo outros problemas de saúde, então ainda precisam de informação confiável sobre doenças e hábitos saudáveis.

3. Faça lives e webinars
Outra forma de manter a presença nas redes e ajudar a população é fazer lives e webinars. São gratuitos e ajudam na conexão direta com os pacientes. Com esses recursos, você pode informar sobre as medidas que está tomando e dar orientações durante a quarentena. Outra opção é chamar outros médicos para sua live no Instagram, por exemplo, para que possam acrescentar às suas orientações.

Se precisar de alguma ajuda nessa fase e na comunicação da sua clínica, fale conosco! Nós somos uma agência de comunicação e marketing especializada em saúde e estamos à disposição para te ajudar.

Nicole Lallée
Jornalista, já trabalhou com jornal impresso, rádio e sites de meios de comunicação. Migrou para o marketing digital e tem grande conhecimento em SEO e Google Analytics. De família argentina, tem fluência em espanhol, o que lhe garante bons trabalhos e a fala ligeirinha.