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	<title>conselho federal de medicina &#8211; Latinmed</title>
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		<title>Médicos e redes sociais: ambiente é descontraído, mas respeito ao paciente deve ser mantido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Latinmed]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 19:06:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O caso do médico de Serra Negra (SP) que postou uma foto em uma rede social debochando da maneira de falar de um paciente é apenas um exemplo de como o surgimento de novas formas de interação social vai exigir atualizações cada vez mais constantes no Código de Ética Médica. O que, para o profissional em questão, era uma brincadeira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="499" src="https://latinmed.com.br/_latinmed.com.br/wp-content/uploads/2016/10/post01-1024x499.jpg" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" style="float:right; margin:0 0 10px 10px;" srcset="https://latinmed.com.br/_latinmed.com.br/wp-content/uploads/2016/10/post01-1024x499.jpg 1024w, https://latinmed.com.br/_latinmed.com.br/wp-content/uploads/2016/10/post01-300x146.jpg 300w, https://latinmed.com.br/_latinmed.com.br/wp-content/uploads/2016/10/post01-768x374.jpg 768w, https://latinmed.com.br/_latinmed.com.br/wp-content/uploads/2016/10/post01.jpg 1642w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p>O caso do médico de Serra Negra (SP) que postou uma foto em uma rede social debochando da maneira de falar de um paciente é apenas um exemplo de como o surgimento de novas formas de interação social vai exigir atualizações cada vez mais constantes no Código de Ética Médica.</p>
<p>O que, para o profissional em questão, era uma brincadeira entre médicos e aparentemente sem maiores consequências, acabou ganhando repercussão nacional. O profissional chegou a pedir desculpas ao paciente e sua família, mas a postagem resultou no afastamento dele da unidade de saúde em que atuava.</p>
<p>Desde 2011, o <a href="https://portal.cfm.org.br/">Conselho Federal de Medicina</a> já se preocupa com a exposição em <a href="https://latinmed.com.br/redes-sociais-como-utiliza-las/">redes sociais</a>, tanto que criou uma resolução para regular o assunto, atualizada posteriormente em 2015. Agora, com a atualização do texto que orienta a conduta médica no país, o tema &#8216;redes sociais&#8217; deve ganhar ainda mais espaço no texto. Segundo o Dr. José Fernando Maia Vinagre, coordenador adjunto da Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica, as informações contidas na Resolução 1.974/2011 e na atualização de 2015 (Resolução 2.126/2015) passarão a ser contempladas também no Código de Ética Médica.</p>
<p>As resoluções estabelecem &#8220;os critérios norteadores da propaganda em Medicina, conceituando os anúncios, a divulgação de assuntos médicos, o sensacionalismo, a autopromoção e as proibições referentes à matéria&#8221; e consideram mídias sociais: sites, blogs, Facebook, Twiter, Instagram, YouTube, WhatsApp e similares.</p>
<p>O documento esclarece que as mídias sociais dos médicos e dos estabelecimentos assistenciais em medicina &#8220;devem obedecer à lei, às resoluções normativas e ao Manual da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame)&#8221;.</p>
<p>A normatização se destina, no entanto, mais à regulamentação da publicidade médica, vedando aos médicos, por exemplo, &#8220;a publicação nas mídias sociais de autorretrato (selfie), imagens e/ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal&#8221;, bem como se preocupa com a exposição do paciente, sendo vedado ao médico, por exemplo, expô-lo &#8220;como forma de divulgar técnica, método ou resultado de tratamento, ainda que com autorização expressa do mesmo&#8221;.</p>
<p>No entanto, para o médico Dr. Sergio Rego, pesquisador titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ), a resolução não contempla a situação envolvendo o médico de Serra Negra. Para ele, o Facebook é uma mídia nova, utilizada muitas vezes para escrever coisas sem importância por usuários que crêem que estão confidenciando tais informações em sigilo a amigos, quando, na realidade, não estão. Essas postagens, segundo o pesquisador, &#8220;equivalem a uma declaração pública e as consequências, em geral, não são previsíveis&#8221;.</p>
<p>&#8220;O grande erro desse médico foi ter debochado na presença do paciente e exposto isso publicamente. Ele é jovem, fez uma grande besteira e está sofrendo as consequências.&#8221;</p>
<p>Segundo o pesquisador, há publicações que contemplam o assunto, como, por exemplo, o livro Trambiclínicas, Pilantrópicos, Embromeds: um ensaio sobre a gíria médica, de Christopher Peterson, publicado pela Editora Fiocruz. O Dr. Rego conta que a obra é resultado de uma tese de doutorado defendida na instituição e traz a discussão acadêmica de gírias médicas e casos, &#8220;que expressam problemas muito sérios e que não são enfrentados pela corporação&#8221;.</p>
<p>De toda a forma, o Dr. Rego destaca que o Código de Ética Médica precisa cuidar também dessa questão, deixando &#8220;cada vez mais claro que o respeito ao paciente é fundamental, seja no atendimento, seja nos passatempos virtuais. A liberdade de expressão é fundamental, mas o respeito ao outro também&#8221;.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> <a href="http://portugues.medscape.com/verartigo/6500498">Medscape</a></p>
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