Lugar de mulher é onde ela quiser

Lugar de mulher é onde ela quiser
6 de fevereiro de 2015 Latinmed

Embora as mulheres tenham realizados muitas conquistas nos últimos 100 anos, a desigualdade econômica, social e cultural delas em relação aos homens ainda assusta. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, os homens recebem salários até 30% mais altos do que mulheres na mesma função no Brasil.

Essa também foi a percepção de uma executiva brasileira. Denise Damiani, engenheira elétrica formada pela Poli – USP e com MBA em Harvard, foi sócia e conselheira da Accenture e Bain&Co e fez uma pesquisa dentro da própria empresa sobre a carreira das mulheres. O início foi dado após um relatório que divulgava que – apesar de metade das colaboradoras serem mulheres – apenas 3% delas chegavam aos cargos de presidência ou à sociedade.

O número alarmante revelou outro fato: essas mulheres não deixavam de ocupar cargos altos por incompetência ou por falta de trabalho. O motivo era um só: o preconceito externo (dos outros colaboradores) e interno (dela mesma). Segundo a conselheira, o medo de fracassar e perder o emprego era o que mais impedia que essas mulheres avançassem na carreira. Além disso, a falta de dinheiro também as impede de arriscar mais.

E o motivo é simples: a mulher ganha menos, porém vive mais, o que a faz gastar mais e investir menos. Pensando nisso, a executiva criou a política do GGI: o quanto ganho X o quanto gasto X o quanto é investido. Unir os três é a chave para conseguir o controle financeiro e a estabilidade. A partir daí, é possível começar a arriscar mais e, quem sabe, ocupar um cargo de chefia.