Como você pode ajudar a sua empresa a manter o seu plano de saúde

Como você pode ajudar a sua empresa a manter o seu plano de saúde
30 de abril de 2018 Latinmed

Para entendemos o aumento recorrente dos valores de plano de saúde é preciso explicar o conceito desde o início. Todo ano as despesas com saúde sofrem um reajuste de valores, o que é chamado de inflação médica. O indicador utilizado como base para esse reajuste é o Custo Médico-Hospitalar (CMH).

Para calcular a Variação do Custo Médico-Hospitalar (VCMH), analisa-se, por um determinado tempo (dois períodos consecutivos de 12 meses), as despesas médicas hospitalares de um grupo de beneficiários de planos de saúde.

De modo simples, mede-se o valor gasto naquele tempo para disponibilizar os serviços de assistência médica cobertos pelo plano e divide-se per capita. Ou seja, se 10 pessoas fazem parte do grupo e duas utilizaram serviços de 100 reais cada uma, somando 200, estima-se que cada uma das 10 pessoas utilizaria 20 reais a cada período.

Além disso, considera-se também a inclusão de novas coberturas no Rol de Procedimentos da ANS, o aumento dos preços de medicamentos e os investimentos realizados no setor de saúde. Assim, os preços de planos de saúde são reajustados e sobem.

Inflação médica global é quase o triplo da inflação geral

De acordo com o Relatório Global de Tendências Médicas, realizado pela consultoria de benefícios e capital humano Aon, em 2018 a diferença entre a inflação médica e a inflação geral está inclinada a cair 0,1 ponto percentual.

Porém, o mesmo estudo indica que os custos médicos globais vão continuar subindo. A projeção da inflação médica neste ano é de 8,4%, enquanto a da inflação geral é 3,1%, um índice quase três vezes menor.

Fatores como os avanços tecnológicos, a judicialização, o envelhecimento natural da população e até as fraudes – empréstimo da carteirinha do plano de saúde para terceiros, por exemplo – influenciam diretamente nesses índices altos.

Porém, mais que isso, a má utilização dos planos pelos seus próprios beneficiários representa uma boa parcela desse problema e é um fator que poderia ser evitado com algumas mudanças de atitude da população.

O uso consciente dos planos de saúde beneficia o cenário geral

O caso mais comum que vemos hoje em dia é a procura do pronto-socorro por pacientes que não estão apresentando condições de emergência ou urgência. Além de sobrecarregar a área e atrapalhar o atendimento de quem realmente precisa, isso gera acréscimo no valor do plano de saúde.

E não é prejudicial só para o seu bolso ou da sua empresa! Se você agendar uma consulta com um médico de confiança especializado na doença que você apresenta, seu atendimento será mais preciso e de maior qualidade.

E, caso seja necessário, ele ainda pode te encaminhar para as outras especialidades e solicitar exames, que também devem ser guardados por você por um período de 12 meses para ajudar na identificação de condições futuras.

Outra dica é evitar a automedicação, que pode acabar complicando ainda mais os seus sintomas. O que poderia ser fácil de curar acaba se tornando mais grave e precisando de um atendimento médico mais especializado e detalhado, prejudicando a sua saúde, seu tempo e o investimento no plano.

Agora, vale ressaltar que, nesse contexto, o que mais pesa é o crescimento continuo dos índices de pessoas com doenças crônicas. A cada ano a saúde da população no geral piora, o que eleva os custos de tratamento e encarecem o sistema de saúde como um todo. Então, que tal começar repensando a sua saúde e investindo em prevenção?

Com a prática de atividades físicas, boa alimentação, tratamento do estresse, evitando vícios como álcool e tabaco, mantendo seus exames de check-up em dia, controlando o peso, o colesterol e a pressão arterial – e qualquer doença que você já apresente, você pode garantir um melhor quadro da sua saúde e, por consequência, um uso mais consciente do seu plano de saúde!